4.9.08

Grupo Coral Etnográfico Alma Alentejana de Peroguarda



Grupo Coral e Etnográfico "Alma Alentejana" de Peroguarda


História e Características

O Grupo Coral “Alma Alentejana” de Peroguarda, foi fundado em 1936, pelo Professor Joaquim Roque e apresentou-se ao público em 1938, no concurso das aldeias no qual Peroguarda se classificou a aldeia mais portuguesa do Baixo Alentejo.
Actuou durante muitos anos por todo o País, tendo tido a sua actividade suspensa nas décadas de 80. Em 1988, na comemoração dos 50 anos, reapareceu mantendo-se activo até hoje, com o seu cante genuíno, a sua alma alentejana, o seu traje tradicional e o desejo de conservar e preservar esta riqueza.


O "Alma Alentejana" veste de novo a sua farda de exibição.

Eles, chapéu de abas largas; camisa de riscado, geralmente azul aos quadrados miudinhos e atadas com um nó; punhos muito justos; jaqueta ou véstia de “saragôça”, peluche ou astracã; lenço branco à lavrador; cinta de fazenda preta ou seda com pontas terminadas por “cadilhos”; calça de cotim justinha à perna; meias de cores garridas; botas de atanado untadas com “cêbo de Holândia” e atadas com correias do mesmo cabedal ou botas ceneleiras.


Elas, saia de riscado; blusas com abas para fora com punhos feitos de tecido forte, para evitar que alguma espiga ou pragana os atravessasse; avental sobre a saia com rendilhados populares e cores bizarras; meias feitas em casa de cores extravagantes; botas altas de cabedal, apertadas à frente com entrelaçados de fitas; lenço de cachené, fazendo rebuço; chapéu de abas largas e luvas para os trabalhos da monda, ceifa e apanha da azeitona, iguais às meias; sobre as luvas durante as ceifas e enfiados nos dedos, os canudos de cana, para protegerem os dedos da foice.



O que os une é o cante, caminhando lado a lado, pelas ruas da aldeia, entoando as modas do seu vasto reportório, perante uma população em silêncio absoluto...